Forma, processo e prática política

No dia 29 de abril, de 2017, levamos nossa mesa de publicações para o Ateliê397 na ocasição da abertura da exposição Forma, processo e prática política: experiências críticas e alternativas na arquitetura brasileira com curadoria de Ícaro Vilaça, organizador do livro Usina: entre o projeto e o canteiro. A mostra reuniu experiências realizadas desde a década de 60 que se distanciam da produção hegemônica, na medida em que, segundo o curador da exposição, “inauguram uma prática política da arquitetura”. Os trabalhos apresentados são singulares tanto em relação à forma quanto em relação aos processos de concepção e construção, baseados em relações de poder mais equilibradas entre arquitetos, construtores e usuários.

A exposição contou com duas conferências: “Arquitetura Radical X Arquitetura como prática política”, com Diego Mauro e Ícaro Vilaça e mediação de Raphael Escobar, e “A pureza é um mito”, com Paola Berenstein Jacques e mediação de José Lira.

Ícaro Vilaça é arquiteto e urbanista pela FAU UFBA, mestre em História e Fundamentos Sociais da Arquitetura e do Urbanismo pela FAU USP e atua como arquiteto apoiando movimentos populares na produção de moradias por mutirão e autogestão na assessoria técnica Usina CTAH. Em paralelo, tem desenvolvido e participado de diversos projetos culturais relacionados ao campo das artes visuais e da arquitetura e urbanismo, com destaque para os projetos Elefante branco com paninho em cima (São Paulo), USINA 25 (São Paulo) e WELTSTADT (Salvador/Berlim). Organizou, junto a Paula Constante, o livro Usina: entre o projeto e o canteiro (Edições Aurora, 2016).